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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

E se...?

Desde que iniciamos o processo de mudança no final do ano passado (caraca! já vai fazer 1 ano!!!), a maioria das nossas frases iniciava com "E se..."

E se não conseguirmos arrumar uma escola bacana?

E se não der certo uma casa legal?

E se a gente não se adaptar?

E se der errado?

E se a gente precisar voltar?

E se o trabalho for chato?

E se a gente não achar uma igreja bacana?

E se, e se, e se, e se...

É claro que pensamos em todas estas possibilidades e em outras inúmeras, é claro que existia a probabilidade de "dar ruim" em alguns aspectos, ou até vários deles.

Mas uma coisa a gente tinha certeza, se der errado, o que der errado, a gente recomeça.

Quando eu resolvi parar de trabalhar muita gente me perguntou o que eu faria se eu não conseguisse ficar em casa, o que eu faria quando eu descobrisse que aquilo não me satisfaria e o que eu respondia era sempre isso "se eu perceber que tomei o caminho equivocado, eu recomeço".

Ah mas não é fácil recomeçar não!!! Você acha que vai arrumar um emprego quando você quiser e continuar de onde parou? 

Claro que não! Claro que os recomeços são difíceis, claro que ninguém retoma uma vida sem muitas lutas e até alguns sacrifícios. Mas assim é a vida. Feita de ciclos, de tempos, de recomeços.

Fato é que ter parado de trabalhar naquele momento foi uma das melhores escolhas da minha vida. Tenho visto frutos muito bons a partir daquela decisão.

E mesmo nos cercando de todo cuidado, mesmo analisando e tomando decisões baseadas em fatos e argumentos concretos e sadios, ainda assim, não estamos livres de viver fatos inesperados.

E na verdade, verdade mesmo, não estamos seguros em nada nesta vida. Nada neste mundo nos dá segurança plena, nada nos dá a garantia de que não sofreremos. (não vou levar em conta questões religiosas)

Tempestades, chuvas, deserto, sol, sombra, nuvens, ventos... tudo isso vem pra todos, sejam pessoas boas ou más.

Papo estranho?! Está até parecendo um texto piegas de auto-ajuda!!

Sorry! Foi o que deu vontade de escrever HOJE. Esse assunto vem martelando minha cabeça faz umas duas semanas e eu pegava o notebook pra escrever e desistia. Hoje foi o dia que eu não desisti, então é o famoso "é o que tem pra hoje".

E como vai a vida? Vai tudo bem. Tudo bem naquela perspectiva de sempre: "Se os teus olhos forem bons todo o seu corpo será luz..."

Agora já começamos a traçar outros objetivos, desenhar outros caminhos, quem sabe até uma outra mudança?

E assim continuamos... 

Continuamos em família, com os mesmos objetivos, com a mesma fé e o mesmo amor.

Só não dá pra desistir. Desistir nunca! A gente segue sempre em frente!







quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Diferenças entre Paulistas e Cariocas



Faz tempo que quero escrever sobre esse tema mas sempre fico receosa em magoar alguém. Portanto, toda a narrativa será pautada no meu ponto de vista e nas minhas observações.

Há muito tempo rola uma discussão entre paulistas e cariocas sob vários aspectos: culturais, sociais, costumes, gírias, vestuário dentre outros.

Não vou ficar aqui discutindo quem trabalha mais ou menos, quem se diverte mais ou menos, quem é mais rico ou mais pobre porque isso não nos levará a lugar algum, certo?

Embora eu já conviva com essa diferença há bastante tempo - desde criança venho ao Rio porque minha família é daqui - algumas coisas me chamaram mais atenção desde que virei moradora de Niterói. Dizem alguns, que tem situações que só acontecem aqui em Niterói.

Listei algumas das minhas favoritas:

1- Farol: não adianta, é farol e ponto final! Pergunte a um paulista como faz pra chegar a determinado local e o paulista falará, por exemplo, "passando o segundo farol...". Aqui eles olham pra minha cara e tenho certeza que se perguntam "o farol de qual carro?". Aqui o farol é sinal!
Não dá! Não consigo! Não tem como dizer outra coisa senão farol!

2- Bolacha: essa é clássica! Bolacha é outra coisa que dá muito pano pra manga. Pra paulista as rosquinhas são biscoitos! Todo o resto é bolacha. E bolacha é de comer e não aquele tapa no rosto de alguém, este também é bolacha mas é outro tipo de bolacha.

3- Estacionar na calçada: Você em São Paulo, experimente estacionar o seu carro em cima da calçada e vá fazer compras, ir ao shopping, visitar um amigo, o que encontrará quando voltar pra retirar o veículo? Provavelmente não encontrará nada, seu veículo terá sido guinchado. Aqui é normal. Isso mesmo, normal! Confesso que nos primeiros dias não tinha coragem de parar o carro na calçada e sair por aí, agora já faço igual todo carioca e nem tenho peso na consciência. É isso aí! Fui influenciada pelo meio em que vivo.
(Mas ainda não fui influenciada pelo sinal e pelo bixxxcoito).

4- Fila dupla: esse item é igual ao anterior. Na porta da escola das crianças o guarda de trânsito até ajuda na organização da fila dupla. Sem problemas! Afinal você está parando o carro pra buscar seu filho na escola. Qual o problema?

5 - Guardas de trânsito: em São Paulo existem os famosos "amarelinhos", aqueles seres maravilhosos que vivem aplicando multas e "organizando" o trânsito. Aqui eles existem aos milhares também, eu só não consegui entender qual a função deles em determinados lugares.
Uma via de mão única e um guarda de trânsito apitando pra você seguir quando o farol estiver verde e mandando você parar quando ele ficar vermelho. 
Um cruzamento com faixa de pedestres e farol (ou sinal se preferirem), inclusive farol de pedestres. Se o farol fica vermelho você deve parar, simples assim. Que raios faz um guarda de trânsito nessa situação? 
Na porta de casa há um farol numa avenida bem movimentada, não é um cruzamento, e há 3 (isso mesmo, 3!!!!) guardas de trânsito que estão lá para apitar quando o farol fica vermelho. Mas se o guarda não apitar você corre o risco de ser atropelado.

6- Deu ruim: essa é uma expressão fenomenal! Eu já incluí no meu vocabulário e adoro. Quando alguma coisa pode dar errada, quando algo não saiu como deveria, quando acontece algo inesperado, use "deu ruim".

7- Caraca: esta também é uma expressão que uso bastante, já incorporei. Corresponde ao "caramba" ou ao "putz" do paulista. Pode ser usada também pra qualquer situação de espanto, surpresa, admiração ou quando não tiver outra palavra pra dizer.

8- Parabéns: os paulistas cantam "... então como é que é? Éeeee (um É bem estendido) é pique, é pique". Os cariocas cantam "... então como é que é? É (sem pausa) big, é big". 

Essa semana o Leo viu uma turma grande saindo da escola e entrando no restaurante e solta a frase : "olha só, a geral invadindo o Ícaro". Essa é uma frase muito carioca. 

Engraçado que as crianças têm muito mais facilidade para incorporar costumes e vocabulários e, muitas vezes, necessitam incorporar pra se sentirem parte do meio em que vivem. 

E ao ser cumprimentado ganhará dois beijinhos no rosto e não um só.

E sim, os cariocas colocam ketchup na pizza (uma afronta para nós paulistas).






terça-feira, 13 de setembro de 2016

Olimpíadas Rio - Parte 2

Como gostamos muito, resolvemos repetir a dose. E dessa vez, o Handebol.

O Alberto não pôde ir porque estava em São Paulo, mas fomos numa galera. Minha irmã foi com o marido e meu sobrinho e nós - eu, o Leo e a Ana - fomos com uma amiga, a Milla. O Bruno, marido da Milla, estaria nos esperando na entrada do Parque.

O Handebol aconteceu no Parque Olímpico, na Barra, e fizemos o maior turismo pela cidade utilizando o transporte público: ônibus - barcas - metrô - BRT. Fiquei um pouco preocupada com as crianças mas conversei com eles antes de sair de casa e expliquei que andaríamos bastante e não teria como reclamar e nem pedir colo.

Imaginei que sairíamos de lá bem tarde e fiquei com medo da Ana dormir e eu ter que carregar no colo. Então criei a maior expectativa pra ela ficar acordada.

Como voltaríamos de carona com a Milla e o Bruno mas o carro estaria no Recreio (teríamos que andar e pegar o BRT até chegar no carro), falei para os dois que a volta seria num veículo super especial e que teríamos um piloto sensacional que nos conduziria em tempo recorde até em casa. Essa conversa gerou altas expectativas e as crianças sugeriram diversas formas de retorno: bote, canoa, cavalo, burro, helicóptero, moto, veículo supersônico e vários outros.

Enfim, duas horas depois de sairmos de casa, chegamos ao Parque Olímpico. E o lugar é sensacional!!! Lindo!!!



São muitas arenas, uma mais linda do que a outra, muuuuuita gente de tudo quanto é lugar, uma atmosfera deliciosa.

Entramos na arena 1 hora antes do início dos jogos. Um jogo de quartas de final (acho que não usa mais o hífen neste caso... gente! tenho dificuldade com tanta mudança de regras!) do handebol masculino.



Estávamos sentados na última fileira e a visão do estádio, da quadra e dos jogadores era excelente. A torcida vibrava como se fosse um jogo do Brasil, foi muito bacana.

E a todo momento, sem esquecer jamais, as crianças falavam do super transporte que nos levaria pra casa. 

Uma pena não podermos participar de tudo. Uma pena que acabou. A vontade que tinha era de passar todos os 15 dias vivendo esse momento Olímpico.

O Leo e a Ana, após esta experiência, não param de falar que serão atletas, que sempre querem praticar esportes, que vão se dedicar e se esforçar. E, é claro, que ficam falando que a gente pode até ir para as próximas Olimpíadas. Por que não? Logo ali!!! Nada que umas 36 horas de viagem e alguns 10 mil dólares não resolvam.

Saímos de lá com vontade de voltar e certos de que iríamos aproveitar as Paralimpíadas também.

E chegou a hora de voltar pra casa! Já era quase meia-noite, eles estavam cansados mas não reclamaram nenhuma vez, não pediram pra dormir, a Ana não pediu colo. A expectativa era o super veículo.

Descemos do BRT no Recreio e a ansiedade deles foi aumentando. Até a hora em que chegamos no carro do Bruno e a Ana olhou pra mim numa cara de decepção e o Leo dizendo que aquilo não era um veículo especial e que não seria rápido.

Entramos no carro e em menos de 5 minutos os dois dormiram. O Leo acordou em casa pra descer do carro e a Ana só no dia seguinte. Foi a deixa pra eu dizer que a viagem foi tão rápida que eles nem perceberam. Que o nosso piloto era o mais rápido dessa terra!

Agora precisarei arrumar outra estratégia para a próxima vez, essa não "cola" mais.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Voltei pra São Paulo!!!

Calma... calma... eu explico!

Desde que nos mudamos pra cá - dezembro de 2015 - não havia voltado pra São Paulo.

Aproveitei que o Alberto precisou passar a semana por lá e fiz um bate e volta no final de semana já que tínhamos um aniversário pra ir.

Me enfiei num avião na sexta bem cedo (valeu pai pelas milhas!!! O preço das passagens aéreas estavam custando um rim por causa das Olimpíadas) e desembarquei em São Paulo. Também preciso agradecer a minha irmã e minha mãe que ficaram com as crianças pra que eu pudesse ir.

Minha primeira surpresa foi o céu. Gente... como nosso (ainda posso dizer que São Paulo me pertence?) céu pode ser tão cinza? O céu estava sem nuvens e continuava cinza, não tinha um azul bonito de céu. Será que nunca me dei conta disso de tão habituada que estava?

Minha segunda surpresa foi o "aroma" do Rio Tietê. Como é que pode uma cidade maravilhosa como São Paulo, uma das maiores megalópoles do mundo, ter como porta de entrada um rio tão fedorento!!! 

E minha terceira surpresa foi a sinusite que deu as caras por causa do misto poluição e tempo muito seco.

Tudo bem, surpresas passadas, vamos contar as coisas que fazem tudo isso valer a pena.

Revi minha sogra, meu sogro, minha cunhada e meus sobrinhos. Foi tão bom revê-los. Comer a comida da minha sogra de novo (que cozinha super bem) e colocar a conversa em dia.

Meu sobrinho mais velho já está mais alto que eu (com 14 anos!!!!) e com a voz grossa. Falei pra ele que se me chamar de tia na frente de todo mundo, eu nego! Onde já se viu?!?! Eu com sobrinho desse tamanho!!!

Aproveitei pra ir ao meu cabeleireiro e manicure preferidos da vida e fui lá dar um jeito no visual. O Rafa e a Jussara são pessoas incríveis e profissionais maravilhosos! Ficaram impressionados com o preço dos serviços aqui de Niterói / RJ. Já falei para os dois virem de mala e cuia pra cá. Demos bastante risada, fofocamos outro tanto e foi muito bom.

Na sexta a noite fui ver amigos muito queridos. O Diego e a Milena são tão especiais na nossa vida, nos conhecemos ha tanto tempo e temos tanto em comum que somos irmãos de verdade. Irmãos que a gente escolhe. E tem filhos que são uma pintura!!! Eu nunca vi crianças tão lindas e tão gostosas!!! Também a genética familiar ajuda. 

De quebra pude rever o Renan e a Vivi que são tão queridos, tão amados e tão especiais. Feliz por saber que logo logo estarão casando e reafirmando o compromisso deles um com o outro. 

E claro, que esse encontro tem que ser regado com comida e um bom vinho!!!

Amigos queridos, foi ótimo estar com vocês mesmo que tenha sido tão rápido. Lembrando que as portas estão abertas esperando por vocês.

E no sábado foi o aniversário da Isabela, filha dos nossos amigos queridos Marco e Simone. O Marco é amigo do Alberto desde que eles ainda nem se entendiam por gente. São amigos há aproximadamente 30 anos! E a Simone foi o presente que o Marco nos deu.

Ah gente! Vocês precisam ver as festas que a Simone faz!!! Pensa numa coisa linda... agora duplica! Ela é detalhista, delicada e perfeita! Quando eu crescer quero ser como ela. E fora o exagero na comida. 

E a Isabela é linda demais!!! Adorei o abraço que recebi dela quando me viu e a carinha de decepção porque o Leo e a Ana não estavam.

Marco e Simone, vocês moram no meu coração eternamente!!! Oro por vocês todos os dias e sinto muito não podermos estar próximos no dia-a-dia. Ficaria dias e dias na companhia de vocês.

E de quebra, ainda consegui ver minha sobrinha, a Ester. Mesmo que tenha sido bem rapidinho, pude dar um abraço bem apertado e um super beijo nela, que continua linda igual a mãe.

Gostaria de ter tido tempo e ter visto outras pessoas tão queridas mas não foi dessa vez. O bom é que ficará sempre o desejo de voltar pra rever os amigos.

Por outro lado, estando lá em São Paulo, pude me dar conta que não pertenço mais àquele lugar. O Alberto sentiu o mesmo. Temos pessoas queridas que amamos muito mas não somos mais de lá, não temos mais um sentimento de pertencer, sabe?

Esse sentimento fortalece ainda mais a convicção que estamos no lugar onde devemos estar. 

E pra completar, ainda ouvi do Leo a seguinte frase: "mãe, quero crescer aqui! quero viver aqui! quero casar aqui! quero morrer aqui!". 

Como nem sempre nossa vontade é a vontade de Deus... vamos seguindo por aqui até quando Ele permitir. Lembrando sempre a Ele, em nossas orações, qual é o desejo do nosso coração (não custa falar).

No próximo post falarei sobre as Olimpíadas.




terça-feira, 5 de abril de 2016

Pintando o sete!

Chegamos e nos instalamos na casa da minha irmã e agora temos um montão de coisas pra fazer pra receber a mudança que chega em uma semana.

Conseguimos assinar o contrato, pegar as chaves e agora é pintar o apartamento.


Quando negociamos o apartamento conseguimos um desconto de 10% no aluguel só pelo fato do apartamento estar precisando de uma boa pintura. E fala sério, quem precisa contratar um pintor? Coisa mais dispensável #sqn.

Eu nunca tinha pintado um apartamento na vida. Já tinha visto meu pai fazer isso algumas vezes e ajudei até - atrapalhando com certeza - mas euzinha nunca havia feito. Minha irmã garantiu que já tinha feito isso e era super simples, nada que nós duas não pudéssemos fazer.

Compramos todo o material necessário e fomos com a força e a coragem na ideia de pintar tudo em dois dias no máximo. As paredes eram todas brancas e não cogitei pintar de outra cor, ficaria tudo branco mesmo.

Olha só a animação no início! Todo mundo disposto, sorridente e limpo. O Leo foi com a gente porque disse que ajudaria e também pra dar um descanso com a minha mãe que ficou com a Ana e meu sobrinho, Miguel. Uma criança a menos reduz, e muito, o trabalho.



Primeiro eu e minha irmã ficamos numa guerra com a lata de tinta. Não sei porque raios aquilo tem que ser tão difícil de abrir. Conseguimos quebrar uma chave de fenda e a lata continuava irritantemente fechada.

Eu não iria embora sem pintar o apartamento, não mesmo. Fui a caça de alguém pra ajudar. Como o prédio é relativamente novo, tem muitas áreas em obras. Achei um rapaz que estava instalando alguma coisa no salão de festas e perguntei se ele não poderia me ajudar. Como todo bom carioca, sempre muito disposto, ele subiu comigo e conseguiu abrir a lata em 2 minutos. Como???????? 

Nem quero ouvir aquele papo machista que é porque homem tem força hein... Sem dúvida ele participou de alguma aula avançada para abertura de latas de tinta em 3 módulos.

Vou contar que as primeiras 2 horas foram ótimas mas depois aquilo foi cansando, cansando, cansando que eu não aguentava mais olhar pra tinta.

E o calor? Fazia muito calor este dia e eu pingava de suor. Praticamente entrei em guerra física com a minha irmã na disputa de quem iria ficar pintando os quartos porque neles tinha ar condicionado.

Chegou uma hora que o Leo já não estava ajudando mais nada, só atrapalhando. E o espertinho foi pra piscina! De roupa e tudo! Ficou lá se divertindo enquanto eu e a Monique sofríamos.


Olha só como somos organizadas. Se você reparar bem na foto vai ver que tem saco preto espalhado por todo o chão pra não cair tinta. Não consegui entender porque ao tirarmos o saco tinha tinta espalhada por todo o chão. E não era só no chão não... tinta no rodapé e até no lustre! Isso mesmo, não tiramos o lustre pra pintar o teto, e daí???

Sei que resolvemos que uma mão de tinta bastaria e seria muito mais do que suficiente. Não tinha condições de voltar lá e passar mais uma mão de tinta no apartamento inteiro, não mesmo.

Ficou ótimo, mesmo tendo tinta em lugares onde não deveria, mas ficou ótimo.

Da próxima vez que eu inventar de pintar um apartamento sozinha tragam a minha memória o dia de hoje, ok?

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Chegou o dia!


E chegou o dia 13 de dezembro!

Por sinal foi um dia super corrido porque tinha Festa de Encerramento na Escola das crianças, com direito a apresentação dos dois.

Saímos de casa pouco depois das 11 para a Festa e só conseguimos chegar em casa por volta das 17 horas. 

Mesmo tendo sido super corrido foi tudo tão lindo! O tema era Aladdim e a Aninha estava vestida de Jasmine e o Leo de guarda.

Olha só que princesa mais linda!!! Acreditam que não tenho foto do Leo? Ele acabou terminando de se arrumar na hora do espetáculo e não consegui tirar foto. Tenho um vídeo. Vou postar depois pra vocês verem ele dançando.



Chegamos em casa depois das 17 e uma nuvem negra pairava sobre o céu. Foi um dia de bastante calor e São Paulo sofre bastante com chuvas de verão.

Começou a bater um medinho do temporal cair e a gente ficar preso em casa. Só deu tempo de trocar de roupa correndo, enfiar malas dentro do carro e sair no desespero. Fomos uma semana antes da nossa mudança, que estava agendada para o dia 21.

Abastecemos e pé na estrada. Fizemos nossa oração de sempre pra que Deus nos guardasse e nos protegesse durante o caminho. Nunca viajamos antes de fazer uma oração.

Olha aí a última foto em São Paulo... saindo da garagem.



Tudo ia muito bem até que com menos de 1 hora de viagem o que aconteceu? Claro, O temporal. Não era uma chuvinha ou uma chuva forte, era um temporal de verdade. Não dava pra enxergar absolutamente nada. Tudo escuro, uma chuva torrencial que não passava por nada. Com isso a viagem acabou atrasando bastante porque tivemos que reduzir bem a velocidade.

Passou o temporal mas a chuva foi nos acompanhando durante todo o percurso.

A viagem dura em média 5 horas se a Dutra, Linha Vermelha e Ponte Rio-Niterói estiverem livres. Com toda a chuva não conseguiríamos fazer em menos de 6 horas nem com toda boa vontade.

Gostamos sempre de fazer uma pausa num Posto de Serviços que tem pouco antes da Serra das Araras. Como depois da Serra logo vem a Baixada Fluminense - que é uma caixinha de surpresas - pelo menos garantimos o banheiro da criançada e um café pra nos manter atentos.

Desta vez a Ana começou a reclamar que estava com muita vontade de ir ao banheiro. Perguntei algumas vezes se dava pra esperar e ela insistiu que não conseguiria. O jeito foi parar no Posto logo a frente.

E qual não foi a surpresa ao pararmos??? Um senhor chamou o Alberto e perguntou se estávamos indo pro Rio. Quando o Alberto confirmou ele sugeriu que não saíssemos do posto em que estávamos. Havia caído uma barreira na Dutra, uns 10 km a frente e a rodovia estava interditada, fechada e sem previsão de abertura. Quando fui checar o waze vi que os carros começavam a parar 1 km a frente de onde estávamos.Se a Ana não tivesse insistido tanto pra parar e  não tivéssemos parado naquele lugar, teríamos ficado na estrada.

Entramos no restaurante mais tranquilos porque, ao menos, estávamos seguros. Tínhamos comida, água, tomada pra carregar o celular, televisão pra dar uma distraída, uma mesa até confortável e ficamos aguardando.

Passa 1 hora, passam 2 horas e nada!!!! O restaurante já estava lotado! A rodovia a nossa frente já tinha carros parados que se estendiam a perder de vista. Eram quilômetros e quilômetros de congestionamento.

O Alberto foi pro carro dormir um pouco porque não sabíamos a que horas conseguiríamos sair de lá. Assim, quando conseguíssemos pegar a estrada novamente, alguém estaria disposto a dirigir.

Mesmo com todo o desconforto, o cansaço, o sono e a vontade louca de ir embora daquele lugar, eu só agradecia a Deus. Lia e ouvia notícias que pessoas estavam dormindo nos carros no meio da estrada. Paramos na hora e no lugar certo!!! Imaginem ficar com criança dentro do carro, sem comida, sem bebida, sem banheiro. Seria uma tragédia.

Três horas depois que paramos a pista foi liberada mas levou mais 45 minutos até que conseguíssemos sair de onde estávamos.

Só posso dizer uma coisa: cansaço define!

Conseguimos chegar na minha irmã as 2 da madrugada e ainda teríamos que levantar bem cedo no dia seguinte pra ir até a Imobiliária assinar o contrato e pegar as chaves.

O cansaço e a agitação eram tantos que dormi super mal, não consegui relaxar e dormir logo.

Enfim... chegamos na nossa nova cidade. Agora é ajeitar as coisas e preparar a arrumação da casa nova.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Festa!!!! A despedida parte 1.


Gente, desculpe o sumiço mas fiquei bem doente, ficamos todos aqui em casa. Não via a hora de voltar por aqui e contar sobre as festas, isso mesmo, no plural. E tem coisa mais legal do que festejar?!

Na escola do Leo os pais se reuniram para fazer uma festa de fim de ano num buffet. O Leo já estava com essa turminha por 4 anos e achei que seria muito bacana ele poder se despedir dos amigos numa festinha.

Quando o Leo chegou no Ranieri, no primeiro ano do Fundamental, eu fiquei bastante apreensiva. Escola nova, ambiente novo, amigos novos e fiquei morrendo de medo dele sofrer na adaptação. Mas criança é criança - que constatação! - e logo na primeira semana ele tinha muitos amigos. E esses amigos marcaram a vida dele.

A festa foi super divertida, com direito a tudo o que uma festinha de criança tem, bolo, brigadeiro, coxinha! Mas o mais surpreendente foi que a turminha de amigos dele se reuniu e fez uma homenagem pra ele, uma surpresa. Fizeram camiseta com a foto da turma e deram de presente, cantaram duas músicas pra ele, foi super emocionante. Até eu ganhei um livro de presente (não há nada melhor nesse mundo do que ganhar livro!).

 Difícil juntar a turma e conseguir tirar uma foto. Deu pra salvar essa. Ele super envergonhado, não conseguia nem olhar pra câmera.


 E aqui está o meu pretinho feliz da vida! Radiante!

Nesse dia eu achei que teria muitos problemas com o Leo com relação à mudança. Ele ficou muito emocionado com os amigos, com a camiseta, com a foto... Esse foi o único momento que percebi realmente que ele estava "mexido".

Quando chegamos em casa ele me perguntou várias vezes se poderíamos voltar pra São Paulo pra rever os amigos, se um dia o papai poderia novamente trabalhar em São Paulo e, caso isso acontecesse, se ele poderia voltar a estudar no Ranieri.

Essa hora deu um aperto no coração, uma tristezinha por ele... 

Um dia, correndo pra cima e pra baixo resolvendo pendências, estava no carro com o Leo e a Ana e achei que seria um bom momento pra conversar com o Leo e entender o que passava na cabeça dele com relação a tudo isso. Juntei toda minha psicologia barata e puxei o assunto dentro do carro mesmo, voltando do pediatra.

Expliquei pra ele que seria natural que ele ficasse triste, que é normal ficar ansioso, contei minhas experiências com mudanças, falei que sempre ficava triste e que eu até chorava muitas vezes e que chorar é bom, alivia, faz bem chorar e se ele quisesse chorar ele poderia, que ninguém iria rir dele e dos sentimentos dele. Que esconder os sentimentos não era bacana, era bem positivo "colocar pra fora" tudo o que ele sentia.

Eu toda preparada pra ele soltar o verbo e ele me dizendo que estava tudo bem, que ele não estava triste não, que estava animado e que ele tinha certeza que tudo daria certo. 

Estacionei o carro na garagem de casa, feliz da vida, achando que tinha feito o que precisava e que, graças a Deus, ele estava bem. Até que olho para o banco de trás e vejo a Ana em prantos! Ela olhava pra mim e mal conseguia falar, só chorava. Tirei do cadeirão, coloquei no meu colo e ela só repetia "estou tão triste mãe, muito triste!". Eu não sabia se ria da situação ou se chorava com ela. Eu toda preocupada com o Leo e tinha esquecido completamente que a Ana também poderia ter algum sentimento em relação a tudo isso. Ficamos no carro por uns 5 minutos enquanto ela chorava copiosamente.A única coisa que conseguia dizer pra ela era "chora filha, chora! Chorar faz bem!".

Falando em pediatra... Antes de mudarmos quis levá-los para uma consulta com o pediatra deles. O Dr. Moisés sempre foi muito prestativo e pensei que seria interessante fazer uma consulta de rotina, pegar atestados pra escola e avisá-lo sobre a mudança. Como ele me socorreu com a Ana por várias vezes, eu poderia precisar de alguma coisa, mesmo a distância, por isso fomos até lá trocar uma ideia.

E de novo, eu toda preparada pra uma consulta longa por causa da Ana, a consulta longa foi do Leo. Mãe não sabe nada mesmo - embora a gente negue isso até a morte.

Ele achou que o Leo cresceu pouco no último ano e solicitou exames complementares para que pudéssemos dar uma investigada. Já era sexta-feira e mudaríamos no domingo. A vida que nem estava corrida ficou um pouco mais, teria que levá-lo pra fazer exame no sábado logo cedo, no mesmo dia da nossa festa à fantasia. Daria um jeito, tem que dar né.

E já já um post SUPER! Vocês já imaginaram ver o Alberto vestido com aquela sunguinha do Super Homem???? Fiquem atentos, ainda hoje sai o outro post também.