domingo, 5 de junho de 2016

Recordar é viver


Esta é mais uma da série "como é bom morar em Niterói!".

Acho que hoje vou me perder na escrita porque são tantas coisas passando pela minha mente, tantas memórias, tantas recordações que não acredito conseguir estruturá-las da maneira como deveria. Por outro lado, compartilhar da emoção na hora em que ela acontece também tem suas vantagens.

Portanto, perdoem-me caso fique um pouco confuso, solto ou desconexo. Vou me esforçar, rsrs

Morar por aqui tem inúmeras vantagens e uma das mais importantes é estar perto dos meus pais e meus irmãos. E hoje fui almoçar na casa do meu irmão - preciso dizer que o almoço estava maravilhoso, comi muito e ainda rolou um pudim de leite depois. Quase na hora de ir embora minha cunhada pediu pra eu levar umas fotos e recordações antigas da minha mãe que estavam lá pra eu guardar em casa. 

Engraçado, que na noite de ontem, havia comentado com minha irmã que iria pedir ao meu irmão pra ver essas fotos mas quando estava lá esqueci completamente. Ainda bem que minha cunhada falou.

Agora a noite sentei no sofá com as crianças pra olhar toda essa relíquia: álbum de casamento dos meus pais, diário da minha mãe quando era solteira, fotos minhas de infância daquelas clássicas de escola, foto sem dente, foto vestida igual par de vaso com a minha irmã...

Tudo bem que fotos antigas podem ser deprimentes também.

Têm fotos impublicáveis! Roupas horrorosas! Cabelo sem pentear! E dá uma tristeza saber que você já foi muito mais cafona do que é atualmente - claro que ainda sou cafona porque tenho certeza que daqui a uns 20 anos, quando olhar as fotos de hoje, vou me achar um horror!

Muito legal ler os bilhetinhos que escrevíamos para os meus pais e descobrir que tenho um filho que faz a mesma coisa.

A minha irmã mais velha era a rainha dos "bilhetes cara-de-pau".

Tinha uma cartinha em que ela contava pro meu pai que tinha ido muito mal na prova, tinha tirado E (naquela época equivalia a nota 0 ou 1). Mas ao mesmo tempo que ela contava a meleca em que ela tinha se enfiado, ela já pedia desculpas e já dizia que sabia onde havia errado mas não sem dizer imediatamente um "não sei como estudar" ou "estou com muita dificuldade no método de ensino" e "preciso de ajuda".

Ela realmente era muito esperta! Porque já contava o erro, já pedia desculpa e já jogava a culpa - ou a responsabilidade - sobre os meus pais que precisavam ajudá-la! Tudo se resumia a "falta de ajuda".

Tinham bilhetinhos de amor para os meus pais, cartões de aniversário que fazíamos a mão, recortes, desenhos. 

E é claro, que como mãe, que sempre arruma uma culpa, já pensou "onde estão as cartinhas que meus filhos escrevem pra mim????????". Acho que devo ter muito poucas porque não guardo nada de papel. Vou começar a guardar a partir de agora.

Mas o melhor de tudo foi achar três cartas que escrevi para minha mãe em 1996 e 1997 e acho que é a partir de agora que vou escrever um texto gigante (tenham paciência comigo) porque vou precisar descrever um pouco da minha história. 

Além de só agora conseguir entender porque é que eu já tenho cabelos brancos. Eu escrevi cartas! Ia ao correio! Comprava selos! Meus filhos nem fazem ideia do que é isso.


Eu morava com meus pais e irmãos em São Paulo até que meu pai resolveu vir para o Rio de Janeiro com toda a família e como eu já estudava, trabalhava e (o mais importante pra mim) já namorava o Alberto, meu pai sugeriu que eu ficasse morando em São Paulo dividindo uma casa com duas amigas. 

E assim aconteceu. Em agosto de 1996 eu fiquei sozinha em São Paulo e meus pais vieram para o Rio de Janeiro.

A primeira carta é de Novembro de 1996 e nela eu vou descrevendo quais eram os nossos planos de vida. Falava do trabalho do Alberto, do meu trabalho, contava que mudaria de departamento no meu trabalho (minha primeira promoção na vida!) e que nós estávamos pensando em comprar um terreno e construir porque não teríamos condições de financiar um imóvel.

E pasmem! Nosso plano era comprar um telefone da linha de expansão da Telesp (ah gente, não dá pra explicar o que é isso, é  muito arcaico), depois de 1 ano seria feita a instalação, venderíamos o telefone e usaríamos esse dinheiro pra comprar um terreno. Ainda dizia que, se tudo desse certo, casaríamos até o final de 1998 mas só se Deus nos ajudasse porque nas condições que vivíamos isso não aconteceria.

Também peço pra minha mãe me escrever uma carta com o número do BIP do meu pai. Quem é do tempo do BIP? Ou então, alguém sabe o que é BIP??? 

Momento melancolia e velhice outra vez. Gente, sou tão velha assim? Que medo!!! 

Claro que não sou velha, é que o desenvolvimento tecnológico nos últimos 20 anos foi algo nunca visto antes (preciso me apegar a isso).

Esta carta foi escrita em novembro e em dezembro do mesmo ano marcamos o nosso casamento para maio do ano seguinte. O que mudou em 1 mês??? 

Não, eu não estava grávida. 

Sei que em dezembro o Alberto me chamou pra conversar e sugeriu que ao invés de eu pagar aluguel dividindo a casa com amigas, por que não pagar aluguel morando com ele????

E pra quem não tinha condições de casar no final de 1998, daria um jeito de casar em maio de 1997. Ah! E com o detalhe que casaríamos em Niterói.

A segunda carta foi escrita em Fevereiro de 1997 e nela eu começo a descrever todos os preparativos para o casamento. Vou relatando que ganhamos o jogo de sala, o liquidificador, a batedeira e que ainda precisávamos comprar colchão, geladeira, televisão e que não tínhamos ideia de como conseguiríamos isso. Também falo que vi o vestido de casamento que eu queria mas que não tinha condições de pagar e que conversaria com a pessoa pra ver o que seria possível fazer.

E o mais interessante de tudo isso é que não estávamos preocupados com nada disso. Tínhamos a convicção e a certeza que tudo aconteceria como tivesse que acontecer. Em todo o momento eu falo na carta que Deus nos abençoaria e nos ajudaria.

A terceira e última carta foi escrita em Março de 1997 e eu já relato que alugamos um apartamento muito bom e que a documentação tinha sido aceita. 

E falo, feliz da vida, que a moça havia me vendido o vestido com 25% de desconto e parcelado em 5 vezes. Sabe como eu pagaria o vestido? Vendendo meu Vale-Alimentação!!!! 

Pedia pra minha mãe resolver algumas coisas no cartório pra mim. 

Falo do vestido que eu gostaria que ela usasse e termino, como em todas as outras cartas, dizendo que Deus nos ajudaria em todas as coisas.

Quando terminei de ler todas essas cartas me lembrei que realmente Deus sempre cuidou de todas as coisas. Passamos por momentos tão difíceis na nossa vida mas nunca, nunca, nunca reclamamos, murmuramos ou nos desesperamos porque tínhamos a certeza: Deus cuida de nós.

E sempre fomos felizes mesmo quando tínhamos pouco o suficiente pra pagar o aluguel e a faculdade dos dois. Éramos felizes quando andávamos a pé. Éramos felizes quando vendemos o carro (que ainda estávamos pagando) pro Alberto poder fazer o curso de inglês dele. Éramos felizes quando tivemos que vender um baixo lindo (não sei se já falei que o Alberto também é músico nas horas vagas e toca baixo) pra conseguirmos pagar umas contas quando eu fiquei desempregada. Éramos felizes quando ele foi demitido em agosto do ano passado. E continuamos felizes agora, mesmo quando passamos por aflições e angústias.

E a nossa felicidade independe do que temos, nossa felicidade depende da certeza que temos: Deus cuida de nós.

Deus cuida tanto de nós que preparou este momento para relermos essas cartas. Não poderia haver melhor momento.

E então me lembrei de um texto de Salmos que diz:

Eu amo o Senhor, porque ele me ouviu quando lhe fiz a minha súplica.
Ele inclinou os seus ouvidos para mim; eu o invocarei toda a minha vida.
As cordas da morte me envolveram, as angústias do Sheol vieram sobre mim; aflição e tristeza me dominaram.
Então clamei pelo nome do Senhor: "Livra-me, Senhor! "
O Senhor é misericordioso e justo; o nosso Deus é compassivo.
O Senhor protege os simples; quando eu já estava sem forças, ele me salvou.
Retorne ao seu descanso, ó minha alma, porque o Senhor tem sido bom para você!
Pois tu me livraste da morte, os meus olhos, das lágrimas e os meus pés, de tropeçar,
para que eu pudesse andar diante do Senhor na terra dos viventes.
Eu cri, ainda que tenha dito: "Estou muito aflito".
Em pânico eu disse: "Ninguém merece confiança".
Como posso retribuir ao Senhor toda a sua bondade para comigo?
Salmos 116:1-12

E o mesmo texto, logo na sequência, responde quais serão os meus atos: 

Erguerei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor. Cumprirei para com o Senhor os meus votos, na presença de todo o seu povo
Salmos 116:13,14

E termino o dia radiante, alegre, feliz, renovada!!!!!

Continuo me sentindo velha, arcaica e do século passado - realmente sou do século passado - mas muito feliz por ter vivido estas experiências.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Vocês conhecem o Bruno?

Já diria um amigo meu que não importa ser alguém muito importante desde que você conheça alguém muito importante.

Estávamos perto do meu aniversário e queríamos ir a alguma praia bonita, diferente, reservada e que pudéssemos aproveitar o dia.

E é aí que entra o Bruno nas nossas vidas.

Vocês conhecem o Bruno?

O Bruno nos garantiu o direito de entrar numa praia fechada, em área militar. 

Quando chegamos na portaria do Forte pediram nossos documentos, ligaram para o Bruno e o Bruno autorizou nossa entrada. E olha que éramos 9 adultos e 5 crianças!!! Esse Bruno é "o cara"!

Olha a vista de dentro do Forte no caminho até a praia!!!


E olha a praia que encontramos quando chegamos:





Isso sim é praia!!! E tão longe de casa... apenas 20 minutos.

Praia limpa, águas transparentes, sossego, árvores, sombra e o banquinho da minha mãe - minha mãe se apossou de um banquinho desses de praça, esse banquinho ia se deslocando junto com a sombra e as nádegas da senhora minha mãe.

E o Bruno ainda nos autorizou a entrar lá uma outra vez em que estávamos com muita vontade de ir a praia mas nesse esquema "mordomia". Nesta vez meu irmão foi com a gente.

Vocês conhecem o Bruno?

Nem nós! Nenhum de nós que fomos à praia!

Eu conheço minha irmã, que conhece uma pessoa, que é da família de uma outra pessoa, que conhece o Bruno que fornece algum produto no Forte. E a pessoa que conhece o Bruno nem estava na praia com a gente.

Precisamos conhecer esse Bruno pra ir direto a fonte da próxima vez e agradecê-lo pessoalmente por dias incríveis que ele nos proporcionou.

Viu só como o importante nessa vida é ter amigos?


quinta-feira, 2 de junho de 2016

O Silêncio


Sabe aquele dia que você não tem nada pra dizer?

Na verdade tem muita coisa pra dizer mas não quer dizer nada?

Hoje é um dia desses... que é melhor não falar nada. 

Lembrei até da música do Ultraje a Rigor (Nada a Declarar), só os mais antigos lembrarão (falou A Velha!!!!) mas como tem um palavrão no final da primeira estrofe achei que não seria bacana reproduzir aqui.

Ah! também tem outra diferença em relação a música: eu tenho um monte de coisas por fazer.

Sei que os curiosos já vão lá saber qual é a música !!! Depois a música ficará grudada igual chiclete, exatamente como está agora em mim.

Mas está aí uma outra vantagem de morar em Niterói - preciso fazer um link do meu momento sem palavras ao fato de escrever aqui - logo cedo troquei a academia por correr no calçadão da praia. Não gosto muito de correr, gosto mais da musculação mesmo, mais precisava do ar puro.


Não iria dizer nada, falei um monte de coisa e não disse absolutamente nada.

Como já dizia minha mãe: se não tem o que falar fique de boca fechada.

Boa noite.

Ah! E me falem se lembraram da música.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Rio 40 graus! Não, 50 graus.



Ah o verão!!!

"Estrelas surgindo, crianças brincando e se divertindo e eu fazendo o que a neve faz no verão.
Vou me refrescar, na areia escaldante me deitar, um bronzeado lindo pegar no verão..." 

Sempre me lembro do Olaf quando falo do verão. 

Ok! Nem todos vivem no mundo infantil... Olaf é um boneco de neve do filme Frozen e ele tem o sonho de viver o verão.

Sonho de viver no verão?!?!?! Porque ele não mora no Rio de Janeiro.

Todos sabem que eu não gosto de calor e quando nos mudamos pra cá eu só pensava em como seria o verão. Imaginei que seria um pouco de sofrimento mas nunca, jamais chegou a minha mente o quanto seria I N S U P O R T Á V E L ! ! ! !

É um calor sem fim. Você dorme, acorda, dorme, acorda e parece que o sol está lá... te abraçando!

Você liga o ventilador e não resolve. Você liga o ar condicionado e ataca a sinusite e a rinite. Você toma banho e parece que continua suado. Você põe short e regata e tem a sensação que está de burca (embora nunca tenha usado uma).

E pra ajudar, descobri que minha pele sensível, pele de nórdica, de europeia #sqn tem alergia ao sol e ao suor. Então o rosto enche de bolinhas, arde e queima mesmo passando filtro solar.

Enquanto as crianças estavam de férias o verão foi contornado. Fomos várias vezes à praia - chegando bem cedo e saindo antes do sol do meio-dia, aproveitamos a piscina do condomínio, fomos a parques. Foi possível driblar a situação. 

Quando as férias acabaram e a rotina voltou ao normal eu achei que iria morrer. As crianças saem da escola 11:45 e voltamos a pé pra casa debaixo daquele sol inexplicável.

Por várias vezes acreditei que Cássia Eller tinha acertado a profecia e o segundo sol realmente havia se instalado bem em cima da minha cabeça.

Até que enfim o verão acabou e com o fim do verão temos, enfim, o fim do calor também. Errado!!!!! Toda hora eu perguntava pra minha irmã quando é que o tempo melhoraria e ela sempre me dizia que seria em abril. Abril chegou torrando o meu cérebro pra acabar de vez com todas as minhas esperanças.

Eu cheguei a pesquisar na internet que tipo de roupa seria melhor usar em lugares quentes assim. Não achei absolutamente nada! Acho que só a NASA poderá desenvolver roupa pra isso.

Na escola das crianças há um projeto em que os pais vão até a biblioteca da escola contar histórias para a turma. No meu dia de contar história, a Ana, suave como uma parede, me disse; "mãe, pelo menos se arruma, põe uma roupa bonita, penteie o cabelo e passe batom". Só não entrei em choque porque o calor era maior do que a minha vaidade. Mas coloquei uma sandália decente, uma blusa arrumadinha, passei batom e só soltei o cabelo quando ela entrou na biblioteca.

Aposentei sapatos de salto, calças, blusas e camisas, cabelos penteados, maquiagem. Nada disso fez parte da minha vida até maio quando o calor deu uma trégua.

Continuo sem usar uma boa parte das roupas que estão no meu armário mas já consigo usar o cabelo solto e penteado (às vezes).

O trauma foi tão grande que as próximas férias de janeiro serão na neve.

Acho que de todas as adaptações na mudança a mais difícil, pra mim, foi realmente o clima. Não sei se o meu termostato vai se adaptar com o tempo ou se realmente terei meses difíceis pelo resto da vida aqui.

Mas pra quem gosta de sol, dias coloridos e longos, praia, bebidas geladas, sorvetes e afins, este é o lugar. A cidade realmente fica linda! As praias ficam lindas! O céu é lindo com a vantagem de ter menos poluição do que uma cidade como São Paulo. Não paira no horizonte aquele cinza típico de grandes metrópoles como São Paulo.

O clima não me agrada mas fez muito bem pra Ana. Ela não teve nenhuma crise respiratória, as rinites praticamente sumiram nesse período e ela ficou muito bem.

Aceito dicas e sugestões pra enfrentar melhor o próximo verão. Alguém tem alguma ideia?

No próximo post vou relatar a melhor experiência vivida até agora aqui em Niterói.

Vou Continuar



Oi!!!

Essa da foto bem que poderia ser eu mas não é, rsrs

Não sou mais tão novinha, não toco violão, não uso short com bota e não fui a nenhuma floresta bonita assim nos últimos dias.

É só uma foto da internet mesmo pra dizer que eu vou continuar trilhando o caminho da escrita.

Estes últimos dias foram tão corridos que não consegui vir como deveria e/ou gostaria mas escrever me faz bem e preciso retomar. 

Portanto, compromisso assumido, volto mais tarde para continuar minha saga por Niterói City.

Tenho tantas coisas pra contar.

Mas agora, agora mesmo, nesse exato momento, preciso dar lanche para as crianças, levar pro inglês, depois do Handebol e Ginástica Ritmica, depois o jantar e depois disso tudo, eu volto.

Até breve.


terça-feira, 5 de abril de 2016

Pintando o sete!

Chegamos e nos instalamos na casa da minha irmã e agora temos um montão de coisas pra fazer pra receber a mudança que chega em uma semana.

Conseguimos assinar o contrato, pegar as chaves e agora é pintar o apartamento.


Quando negociamos o apartamento conseguimos um desconto de 10% no aluguel só pelo fato do apartamento estar precisando de uma boa pintura. E fala sério, quem precisa contratar um pintor? Coisa mais dispensável #sqn.

Eu nunca tinha pintado um apartamento na vida. Já tinha visto meu pai fazer isso algumas vezes e ajudei até - atrapalhando com certeza - mas euzinha nunca havia feito. Minha irmã garantiu que já tinha feito isso e era super simples, nada que nós duas não pudéssemos fazer.

Compramos todo o material necessário e fomos com a força e a coragem na ideia de pintar tudo em dois dias no máximo. As paredes eram todas brancas e não cogitei pintar de outra cor, ficaria tudo branco mesmo.

Olha só a animação no início! Todo mundo disposto, sorridente e limpo. O Leo foi com a gente porque disse que ajudaria e também pra dar um descanso com a minha mãe que ficou com a Ana e meu sobrinho, Miguel. Uma criança a menos reduz, e muito, o trabalho.



Primeiro eu e minha irmã ficamos numa guerra com a lata de tinta. Não sei porque raios aquilo tem que ser tão difícil de abrir. Conseguimos quebrar uma chave de fenda e a lata continuava irritantemente fechada.

Eu não iria embora sem pintar o apartamento, não mesmo. Fui a caça de alguém pra ajudar. Como o prédio é relativamente novo, tem muitas áreas em obras. Achei um rapaz que estava instalando alguma coisa no salão de festas e perguntei se ele não poderia me ajudar. Como todo bom carioca, sempre muito disposto, ele subiu comigo e conseguiu abrir a lata em 2 minutos. Como???????? 

Nem quero ouvir aquele papo machista que é porque homem tem força hein... Sem dúvida ele participou de alguma aula avançada para abertura de latas de tinta em 3 módulos.

Vou contar que as primeiras 2 horas foram ótimas mas depois aquilo foi cansando, cansando, cansando que eu não aguentava mais olhar pra tinta.

E o calor? Fazia muito calor este dia e eu pingava de suor. Praticamente entrei em guerra física com a minha irmã na disputa de quem iria ficar pintando os quartos porque neles tinha ar condicionado.

Chegou uma hora que o Leo já não estava ajudando mais nada, só atrapalhando. E o espertinho foi pra piscina! De roupa e tudo! Ficou lá se divertindo enquanto eu e a Monique sofríamos.


Olha só como somos organizadas. Se você reparar bem na foto vai ver que tem saco preto espalhado por todo o chão pra não cair tinta. Não consegui entender porque ao tirarmos o saco tinha tinta espalhada por todo o chão. E não era só no chão não... tinta no rodapé e até no lustre! Isso mesmo, não tiramos o lustre pra pintar o teto, e daí???

Sei que resolvemos que uma mão de tinta bastaria e seria muito mais do que suficiente. Não tinha condições de voltar lá e passar mais uma mão de tinta no apartamento inteiro, não mesmo.

Ficou ótimo, mesmo tendo tinta em lugares onde não deveria, mas ficou ótimo.

Da próxima vez que eu inventar de pintar um apartamento sozinha tragam a minha memória o dia de hoje, ok?

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Chegou o dia!


E chegou o dia 13 de dezembro!

Por sinal foi um dia super corrido porque tinha Festa de Encerramento na Escola das crianças, com direito a apresentação dos dois.

Saímos de casa pouco depois das 11 para a Festa e só conseguimos chegar em casa por volta das 17 horas. 

Mesmo tendo sido super corrido foi tudo tão lindo! O tema era Aladdim e a Aninha estava vestida de Jasmine e o Leo de guarda.

Olha só que princesa mais linda!!! Acreditam que não tenho foto do Leo? Ele acabou terminando de se arrumar na hora do espetáculo e não consegui tirar foto. Tenho um vídeo. Vou postar depois pra vocês verem ele dançando.



Chegamos em casa depois das 17 e uma nuvem negra pairava sobre o céu. Foi um dia de bastante calor e São Paulo sofre bastante com chuvas de verão.

Começou a bater um medinho do temporal cair e a gente ficar preso em casa. Só deu tempo de trocar de roupa correndo, enfiar malas dentro do carro e sair no desespero. Fomos uma semana antes da nossa mudança, que estava agendada para o dia 21.

Abastecemos e pé na estrada. Fizemos nossa oração de sempre pra que Deus nos guardasse e nos protegesse durante o caminho. Nunca viajamos antes de fazer uma oração.

Olha aí a última foto em São Paulo... saindo da garagem.



Tudo ia muito bem até que com menos de 1 hora de viagem o que aconteceu? Claro, O temporal. Não era uma chuvinha ou uma chuva forte, era um temporal de verdade. Não dava pra enxergar absolutamente nada. Tudo escuro, uma chuva torrencial que não passava por nada. Com isso a viagem acabou atrasando bastante porque tivemos que reduzir bem a velocidade.

Passou o temporal mas a chuva foi nos acompanhando durante todo o percurso.

A viagem dura em média 5 horas se a Dutra, Linha Vermelha e Ponte Rio-Niterói estiverem livres. Com toda a chuva não conseguiríamos fazer em menos de 6 horas nem com toda boa vontade.

Gostamos sempre de fazer uma pausa num Posto de Serviços que tem pouco antes da Serra das Araras. Como depois da Serra logo vem a Baixada Fluminense - que é uma caixinha de surpresas - pelo menos garantimos o banheiro da criançada e um café pra nos manter atentos.

Desta vez a Ana começou a reclamar que estava com muita vontade de ir ao banheiro. Perguntei algumas vezes se dava pra esperar e ela insistiu que não conseguiria. O jeito foi parar no Posto logo a frente.

E qual não foi a surpresa ao pararmos??? Um senhor chamou o Alberto e perguntou se estávamos indo pro Rio. Quando o Alberto confirmou ele sugeriu que não saíssemos do posto em que estávamos. Havia caído uma barreira na Dutra, uns 10 km a frente e a rodovia estava interditada, fechada e sem previsão de abertura. Quando fui checar o waze vi que os carros começavam a parar 1 km a frente de onde estávamos.Se a Ana não tivesse insistido tanto pra parar e  não tivéssemos parado naquele lugar, teríamos ficado na estrada.

Entramos no restaurante mais tranquilos porque, ao menos, estávamos seguros. Tínhamos comida, água, tomada pra carregar o celular, televisão pra dar uma distraída, uma mesa até confortável e ficamos aguardando.

Passa 1 hora, passam 2 horas e nada!!!! O restaurante já estava lotado! A rodovia a nossa frente já tinha carros parados que se estendiam a perder de vista. Eram quilômetros e quilômetros de congestionamento.

O Alberto foi pro carro dormir um pouco porque não sabíamos a que horas conseguiríamos sair de lá. Assim, quando conseguíssemos pegar a estrada novamente, alguém estaria disposto a dirigir.

Mesmo com todo o desconforto, o cansaço, o sono e a vontade louca de ir embora daquele lugar, eu só agradecia a Deus. Lia e ouvia notícias que pessoas estavam dormindo nos carros no meio da estrada. Paramos na hora e no lugar certo!!! Imaginem ficar com criança dentro do carro, sem comida, sem bebida, sem banheiro. Seria uma tragédia.

Três horas depois que paramos a pista foi liberada mas levou mais 45 minutos até que conseguíssemos sair de onde estávamos.

Só posso dizer uma coisa: cansaço define!

Conseguimos chegar na minha irmã as 2 da madrugada e ainda teríamos que levantar bem cedo no dia seguinte pra ir até a Imobiliária assinar o contrato e pegar as chaves.

O cansaço e a agitação eram tantos que dormi super mal, não consegui relaxar e dormir logo.

Enfim... chegamos na nossa nova cidade. Agora é ajeitar as coisas e preparar a arrumação da casa nova.